Uniqueijo
Como se transforma uma ilha em queijo?
Pastagens verdes, 2.100 vacas leiteiras, 90 produtores, 12 milhões de litros de leite por ano e muitas mãos. É assim que começa a resposta.
Na Uniqueijo, o leite atravessa salas de fabrico, passa pelas mãos das equipas e chega às impressionantes câmaras de cura, onde mais de 20.000 queijos podem estar reunidos num único espaço.
Visitar a fábrica é seguir este percurso por dentro e perceber como a paisagem, os animais, as pessoas e quase 600 anos de saber-fazer acabam reunidos numa peça de Queijo São Jorge.
A experiência envolve todos os sentidos
Entrar na Uniqueijo é descobrir a produção de queijo de uma forma muito mais concreta. Há o cheiro característico da fábrica, os sons da produção, o movimento das equipas e a possibilidade de acompanhar visualmente as diferentes etapas de transformação do leite.
Mas há uma imagem que surpreende particularmente: a imponência das câmaras de cura, onde podem estar reunidos mais de 20.000 queijos num único espaço.
"Acreditamos que há uma história que não se consegue contar através de uma embalagem. Quando compramos um queijo, não vemos o produtor que fez a ordenha, não vemos o cuidado dedicado aos animais, o trabalho desenvolvido na exploração, nem todo o percurso que o leite faz até chegar à fábrica."
Depois vem naturalmente o sabor. A visita termina com uma prova de três curas diferentes de Queijo São Jorge. Depois de conhecer o processo, observar os gestos e perceber o tempo necessário à produção, a degustação ganha outro significado.
Antes da fábrica, há uma ilha inteira
Antes de o leite chegar à Uniqueijo, a história começa nas pastagens de São Jorge. A cooperativa reúne cerca de 90 produtores, responsáveis por aproximadamente 2.100 vacas leiteiras. Todos os dias do ano, são estas famílias que asseguram a produção e a ordenha que estão na origem do queijo.
A Uniqueijo é uma das três unidades de produção de Queijo São Jorge existentes na ilha e representa cerca de 46% da produção. Cada cooperativa tem a sua realidade, mas todas partilham o mesmo desafio: preservar uma atividade essencial para a economia, a paisagem e a identidade de São Jorge.
É por isso que provar um Queijo São Jorge depois de visitar a fábrica ganha outro significado. Por detrás de cada peça estão as pastagens, os animais, os produtores, as equipas da fábrica, o conhecimento e o tempo. Num pedaço de queijo, sente-se a ilha.
Meet the makers : os Antónios
António Aguiar · Presidente da Uniqueijo
A minha ligação ao setor cooperativo começou muito cedo, na Finisterra, onde tive as primeiras experiências neste mundo que viria a marcar profundamente o meu percurso profissional.
Mais tarde, abracei o projeto da União de Cooperativas e, desde então, tenho procurado contribuir para o desenvolvimento da Uniqueijo e para a valorização do Queijo São Jorge enquanto produto que pertence a toda a ilha.
Uma das conquistas que mais me orgulha é termos conseguido que as explorações leiteiras que fornecem as três cooperativas da ilha estejam certificadas em bem-estar animal. Para mim, é o reconhecimento de que a qualidade do Queijo São Jorge começa na origem, no cuidado com os animais e no trabalho diário dos nossos produtores.
É também essa realidade que queremos mostrar a quem visita a Uniqueijo: as pessoas, o conhecimento e toda a cadeia que está por detrás de cada queijo. Quando defendemos o Queijo São Jorge, estamos também a defender o futuro de São Jorge.
António Azevedo · Gestor
Sempre acreditei que promover o Queijo São Jorge é contar a história de São Jorge. Podemos chegar a novos mercados e encontrar novas formas de comunicar, mas há algo que não podemos perder: a essência de um queijo que nasceu em São Jorge e que leva consigo o nome e a identidade da nossa ilha.
Ao longo dos anos, a minha ligação ao Queijo São Jorge tem passado por diferentes dimensões: da produção à fábrica, da certificação à comercialização e da promoção ao consumidor.
Uma parte importante desse percurso está ligada à comercialização, nomeadamente através da Lactaçores. Mas acredito que, para saber vender e promover um produto, é, antes de mais, preciso conhecê-lo profundamente.
Foi também com essa convicção que procurei dinamizar a Confraria do Queijo São Jorge, da qual tenho a honra de ser Presidente, assumindo o compromisso de promover, defender e divulgar este património da nossa ilha.
O que vai descobrir
- O processo de transformação do leite em Queijo São Jorge
- As diferentes etapas de fabrico, cura, corte e seleção
- As câmaras de cura, onde podem estar reunidos mais de 20.000 queijos
- A ligação entre o queijo, as pastagens e a ilha de São Jorge
- O papel dos produtores de leite e da cooperativa
- Uma prova de três curas diferentes no final da visita
Tudo o que precisa de saber.
Reserva: preferencial. As visitas sem reserva estão sujeitas à disponibilidade no momento e não podem ser garantidas.
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